A COBRA E O VAGA-LUME

Aprenda a lidar com a inveja!

Havia num jardim um vaga-lume que era visto todos os dias brilhando ao escurecer. Ele desempenhava com orgulho sua missão. Era muito valorizado por onde passava porque era referência naquele lugar. Todos os insetos, dali tinham por ele enorme admiração e, por vezes, na casa de alguns insetos, havia sérias crises de ciúme.

Certo dia, já no final da tarde, lá estava ele se preparando para cumprir sua nobre missão de brilhar. Voou daqui, voou dali e parou para descansar em um galho de capim quando escutou um sobilo vindo do solo: sssssssssss… Era uma enorme cobra se preparando para dar seu bote fatal. Ela havia caído naquele escuro jardim por descuido. Por sorte a cobra errou o bote, e o vaga-lume voou para mais longe, sempre brilhando.

Então, pousou em um galho mais alto para poder visualizar melhor seu território. O episódio da cobra não o atemorizou, afinal não era comum uma cobra por ali. Mas se enganou. De repente, olhou para baixo e percebeu que ali estava a cobra. Imediatamente ela deu outro bote, novamente errando. E começou uma mortal perseguição!

O vaga-lume, coitado, apavorado, voou mais rápido, mas a cobra estava ali firme na sua perseguição. Mas ele era mais ágil e a driblava como podia, sempre com sucesso. E então, ofegante, sentou-se para descansar. A cobra se enrolou e ficou olhando para cima… O vaga-lume ficou muitíssimo preocupado: a cobra estava mesmo era a fim de destruí-lo.

Então, desesperado, e percebeu que a cobra o estava perseguindo novamente. Voou rápido, mas um novo bote da cobra mostrou que tinha de se defender melhor. E uma luta implacável teve início! O sortudo vaga-lume sempre levava a melhor. Até que já cansado de tanto fugir, foi encurralado no canto de um muro. Parecia mesmo seu fim. A cobra já estava com a boca aberta, quando ouviu o espantado e esperto vaga-lume falar:

– Alto lá! Direito de vítima! Dona cobra, você ganhou dessa vez. Por isso, antes de seu bote final, posso lhe fazer três perguntas?

A cobra com ar de vitoriosa, responde-lhe com deboche:

– Bem, minhas refeições não têm o direito de falar. Mas vou abrir uma exceção: faça suas três perguntinhas!

E o vaga-lume, desafiante, falou:

– A primeira: eu faço parte de sua cadeia alimentar?

A cobra, com sarcasmo, respondeu:

– Não, não faz parte e até acho que você tem um gosto muito ruim!

E o vaga-lume continuou encarando firme a situação:

– A segunda: eu já lhe fiz algum mal?

A cobra, mais uma vez, com uma venenosa gentileza, respondeu:

– Claro que não, você nunca me fez mal… Aliás, eu nem o conhecia…

Diante das negativas, o vaga-lume fez a última pergunta:

– A terceira é: então, por que você me persegue tanto e quer me devorar?

A cobra se aproxima, olha o insolente inseto bem nos olhos e lhe diz com um intenso ódio:

– É porque eu detesto ver você brilhando aqui todo dia, sozinho!

E deu o bote… Mas o esperto vagalume se esquivou mais uma vez, voou mais alto e foi brilhar em outro canto escuro do jardim.

 

REFLEXÕES:

Aprender com essa história que nós podemos brilhar acima de tudo. Constantemente estamos rodeados de “cobras” que querem impedir que brilhemos.

Tem pessoas que, quando alguém faz sucesso, imediatamente campanhas são feitas para que o seu sucesso não persista.

Há outras que fazem críticas duras a seu respeito e a respeito de seus projetos, fazendo você desanimar.

Há aquelas pessoas que se sentem incomodadas com o seu sucesso. Seja na escola, na igreja, no trabalho,… por onde você passa, se sobressair em alguma atividade, logo eles aparecem.

E há outros que são inconformados. Pensam assim: “Se eu não posso brilhar, você também não pode”.

O seu brilho você já tem. Mas para continuar brilhando é preciso um esforço contínuo, consiste e progressivo.

Não deixe sua luz ser apagada, apesar das cobras!

 

 

(Texto adaptado de Noélio Duarte em seu livro: “O incrível poder da motivação”)

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