Humanização nos Serviços de Saúde

 

A atuação na área da saúde, pelos diversos profissionais deste setor, configura-se em fortes bases técnicas pautadas em evidências da ciência moderna que procuram curar o corpo. Nesse ínterim, vislumbra-se o indivíduo como um ser biológico.

Entretanto, o ser humano, em toda sua complexidade, onde se integram o ser físico, o ser psíquico e o ser social, necessita ser abordado integralmente e é por isso que os preceitos técnico-científicos por si só não conseguem preencher todos os requisitos quando se trata de promoção da saúde.

Devido a isso, tanto tem se discutido e tentado implantar os conceitos de humanização, onde ao suporte físico deve-se estender o suporte moral e psicológico, em lugar de um modelo assistencial visivelmente ultrapassado do médico que prescreve automaticamente um medicamento ou de um cirurgião-dentista “fazedor” de restaurações.

Nessa nova proposta de relação paciente-profissional da saúde prioriza-se a comunicação, o tratamento pessoal que tem como base preocupação e atenção, o olhar nos olhos e o aperto de mãos que, construindo uma relação empática, bidirecional e horizontal, levam à possibilidade de o paciente opinar sobre o tratamento baseando-se em suas expectativas e vivências. Mais que isso, praticar o acolhimento é estreitar os laços de afetividade com o paciente que, muitas vezes, não está carente somente de cuidados físicos, mas também de atenção e diálogo.

Se por um lado essa prática aumenta o senso de comprometimento do profissional que passa a ver o paciente não como um indivíduo com doença, mas como uma pessoa que sofre, por outro lado também aumenta a confiança do paciente no profissional, aumentando sua adesão ao tratamento e consequentemente o vínculo entre ambos, tornando menos tortuosa a trajetória de cura.

Essa reorganização do modelo assistencial exige mudança de atitude de todos os profissionais da equipe e mostra-se fundamental para a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. Vamos fazer juntos!

Texto de: Ana Carolina Mascarenhas. Doutora em Clínica Odontológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisadora sobre qualidade nos serviços de saúde.

Fonte: http://editoradoc.com.br/noticias.aspx

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Um comentário sobre “Humanização nos Serviços de Saúde

  1. Andressa da Silveira Boeira disse:

    Ao meu ver, parece que as pessoas tem medo de se comprimentar, sou jovem de idade mais vejo as coisas acontecerem tanto quanto pessoas mais experientes. Um aperto de mão um abraço, não vai transmitir doença, olho no olho.Muito pelo contrario so vai fortalecer uma amizade ou ate um vinculo com aquele paciente de anos e anos.

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